Nas sociedades evoluidas e informadas,
a bioseguraça constitui um problema de considerável dimensão. É cada vez mais fácil
o fabrico artesanal de dispositivos químicos e biológicos de destruição e
morte. O bioterrorismo e as bioameaças á sociedade e ao poder político
instituido são agora de acesso facilitado por qualquer grupo de pessoas de
medianos conhecimentos. A sofisticação destes armamentos requer laboratórios um
pouco mais complexos. Em França, no decorrer de Abril 2014, desapareceu de um
laboratório do Instituto Pasteur 2000 tubos de amostras contendo SARS-CoV, ou
seja um coronavirús que se pensa causar uma forma de pneumonia atípica com
Sindrome Respiratório Severo Agudo e mortalidade de 10% dos infectados. Estes
desaparecimentos de amostras não são raros pois já em Março de 2013 tinha
desaparecido de um laboratório de investigação do Texas(EUA), um frasco
contendo arenavirús, isto é um virús capaz de causar a temível febre hemorrágica
venezuelana cujo reservatório é um roedor mas se o virús for genéticamente
modificado a transmissão entre humanos pode-se tornar uma realidade.
Os laboratórios afirmam sempre que o risco de propagação de infecção é baixo mas na verdade os arenavirús pertencem ás categorias mais elevadas de potencial bioterrorismo e desde 18 maio de 2014 que na Nigéria, há profissionais de saúde com febre de Lassa, causada por arenavirús. Se é verdade que na Nigéria o virús da febre de Lassa parece ser endémico, também é verdade que desta vez parece ser importado e não se conhece a origem.
Será que se aproveitou o facto de esta região ser endémica para realizar experiências mortais com o arenavirús?
