Quimioterrorismo do século XXI
A tecnologia química está cada
vez mais fácil de adquirir e dominar por qualquer pessoa. Na última semana de
Maio 2014, foi relatado num jornal norte americano, o caso de um homem de Nova
York, com conhecimentos em ciências farmacêuticas, que estava a tentar fazer ricina
como uma arma química. Na realidade pensa-se que a ricina poderá ser a arma química
por excelência para o bioterrorismo do século XXI. A ricina extrai-se a partir
das sementes de uma planta Ricinus
communis L também chamada mamona ou mamoneira. Primeiro usam-se solventes
orgânicos como o tetracloreto de carbono e hexanos para extrair o óleo de
rícinio que pode ser usado como um medicamento tipo laxante de contacto; no
entanto fica um residuo, a ricina, que pode ser extraido por um processo designado
salting-out em que se usam concentrações salinas para precipitar proteinas. A
ricina é uma proteina considerada a mais potente tóxina de origem vegetal; de
tal ordem que a quantidade extraida de uma só semente de mamona, já pode matar
uma criança.