QUIMIOBIOSSEGURANÇA

A quimiobiosegurança do mundo

Doutor Patrício Teixeira Leite: "A quimiobiosegurança do mundo é muito importante para a continuidade da vida humana na Terra. Ao ser humano, compete a tarefa de afastar as novas ameaças que se aproximam."

Biossegurança Mundial

Cada foco de coronavirús que tem aparecido, ao longo da sua actual disseminação por todo o mundo, tem sido comparado, pelos peritos em segurança mundial, como se fosse mais um foco da guerra atómica mundial que se dissemina iniciando, em cada foco, por uma bomba termonuclear; no entanto, pode ser também comparado, medicamente, a um cancro altamente invasivo que também se dissemina por novos focos metastáticos. Os consensos provisórios dos peritos em biossegurança mundial, referindo-se à actual disseminação do coronavirús, oscilam entre os valores de 2,6 e 3,8 num máximo de 4 (destruição total do ser humano da face do planeta) e mínimo de 0 (que não altera a continuidade do ser humano na Terra nos moldes em que tem vivido). No domínio da segurança laboratorial, os níveis de biossegurança variam entre 1 e 4; sabe-se que no mundo, apenas existem cerca de 50 laboratórios com nível 4 de biossegurança - em Portugal o maior nível de biossegurança conseguido é 3. Os laboratórios com nível 4 de biossegurança destinam-se, frequentemente, a investigações sobre guerra química e biológica de natureza militar envolvendo também peritos civis universitários. São, realmente, pouquíssimos os países que têm laboratórios com nível 4 de biossegurança; a China inaugurou, no início de 2018, o seu primeiro laboratório de biossegurança de nível 4 que localizou na cidade de Whuan; rigorosamente, o foco inicial da actual emergência pandémica por coronavirús ocorreu, precisamente, nesta cidade chinesa de Wuhan a cerca de 30 Km de distância deste laboratório nacional de biossegurança de nível 4. Nas matérias relacionadas com a investigação em guerra química e biológica o secretismo, mas também, a espionagem internacional são muito valorizadas; suspeita-se que a China obteve o coronavírus, por contrabando, a partir da Universidade de Manitoba no Canadá, tendo depois desenvolvido o actual 2019–nCoV no seu primeiro laboratório de biossegurança nacional de nível 4 localizado na cidade de Whuan; informações provenientes de Índia - que também é parte interessada – revelaram que no ano lectivo de 2017 – 2018, um investigador destas matérias, chinês, viajou pelo menos cinco vezes, desta Universidade do Canadá, directamente para o Laboratório Nacional de Biossegurança de Whuan; aí se iniciou o primeiro foco de contágio, já em finais de 2019, da actual pandemia mundial. As várias ocorrências de roubos e desaparecimento de amostras de vírus mortais continuam ao longo dos tempos; já em Maio de 2014 relatei o desaparecimento de SARS-CoV a partir de um laboratório francês:
Os factos estranhos relacionados com esta doença potencialmente mortal e altamente contagiosa, coronavirús 2019–nCoV, para a qual ainda não existe cura nem modos de combate específico, nem sequer prevenção por vacinação, são muitos e variados; alguns:
- os dados da virologia genética revelam que o genoma deste vírus tem património genético comum ao coronavírus responsável por uma epidemia chinesa em 2002 cuja mortalidade, em 10% dos doentes, ocorria na sequência de agravamento para síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV), portanto, uma elevada taxa de letalidade; porém, a contagiosidade ou transmissibilidade entre humanos, era baixa.
 - tem também património genético comum ao coronavírus causador de uma epidemia com início no Médio Oriente em 2012 cujo agravamento clínico poderia evoluir para síndrome respiratória do Médio Oriente por coronavírus (MERS-CoV); em 2014 surge MERS-CoV em vários países, inclusivamente asiáticos, com elevada taxa de letalidade, em 238 doentes morreram 92, porém, baixa contagiosidade entre humanos.
- ambos os coronavírus: SARS-CoV e MERS-CoV, têm algum património genético comum e correspondente à passagem do vírus pelo morcego.
- desconhece-se o reservatório de ambos os vírus: SARS-CoV e MERS-CoV, podendo localizar-se nos répteis ou nos morcegos; pensa-se que o MERS-CoV se transmitiu ao homem a partir de vectores, eventualmente secundários, que teriam sido os camelos e dromedários.
 - o agente responsável pela actual pandemia mundial a coronavírus, 2019-CoV, tem genoma comum a ambos os anteriores: SARS-CoV e MERS-CoV, pensa-se que esta correspondência genética resultará da anterior passagem viral pelo morcego.
 - o Comité de Emergência da OMS reuniu no dia 22 de Janeiro de 2020 para tomar a decisão de emergência mundial em relação ao surto epidémico de infecção pelo coronavírus com origem na China; a OMS, não apenas adiou a decisão – provavelmente na tentativa de obter acordo político da China com outros estados poderosos – como estranhamente, acabou por abandonar a decisão de emergência mundial; não determinou qualquer tipo restrições à entrada e saída de pessoas na China; escudou-se no desacordo dos pareceres técnicos.
 - acontece que as evidências técnicas dos dados que eram transmitidos pelos meios de comunicação social apontavam para fortes evidências de emergência mundial.
 - estranhamente também, quando passado 3 dias, já no dia 25 de Janeiro de 2020 anunciou a decisão de contrariar a emergência mundial, pois, imediatamente, nesse mesmo dia 25 de Janeiro, os vários departamentos governamentais dos países do mundo publicaram nos seus respectivos órgãos oficiais, as normas de orientação técnica, dirigidas a todos os profissionais de saúde, sobre a actuação comportamental nesta fase de contenção da infecção pelo novo coronavírus (2019-nCoV).
 - estranha decisão da OMS, estranha contrariação desta decisão pelos departamentos governamentais, estranha publicação imediatamente no dia da decisão da OMS, estanho conteúdo das publicações de contenção virai pelos órgãos governamentais – pois é igual em todos os países do mundo e publicada em simultâneo no momento seguinte à decisão da OMS – estranhamente, todos os países afirmam que não correm risco de contágio e disseminação mas todos tomam fortes medidas de contenção.          
 - qualquer médico com conhecimentos em epidemiologia sabe que as medidas de contenção internacional de uma infecção cuja transmissão entre humanos se faz pelas vias respiratórias começa com restrições internacionais às entradas e saídas de pessoas, por avião, do respectivo país a que se pretende confinar essa epidemia; as restrições a viagens internacionais por avião, de e para a China deveriam ter sido as primeiras e imediatas medidas que o comité de peritos de OMS deveria ter tomado no cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional. Medidas como restrições internacionais a viagens marítimas são utilizadas quando a infecção se transmite e propaga pela via fecal – oral como, por exemplo, as transmitidas por ratos ou fezes de gaivotas ou outras aves marítimas e das orlas costeiras.       
 - o Centro Europeu para Prevenção e Controle das Doenças (ECDC) negava categoricamente a possibilidade de ocorrência e disseminação contagiosa do coronavírus nos países da Europa – os dados transmitidos pelos meios de comunicação social são exactamente opostos e assustadores – quem estará a mentir? – será que vale tudo? – mentir para evitar o pânico no mundo? – mentir para ganhar audiências?
 - uma guerra mundial de carácter biológico é muito conveniente: permite causar baixas ao inimigo dizimando-lhe a população; sendo silenciosa permite as mais tenazes manipulações mentais, …
- um vírus como o actual coronavírus,  2019-nCoV, com elevada contagiosidade e transmissibilidade entre humanos mas com relativamente baixa mortalidade e letalidade que actualmente parece ser de aproximadamente 2,6% com tendência a descer no decurso da pandemia, torna-se uma arma biológica perfeita, com as características ideais para matar uma parte da população humana, debilitar muitos, causar o pânico social e a respectiva desestruturação caótica.
A modelagem matemática aplicada a estas situações infecciosas de transmissibilidade e contagiosidade humanas tem sido, predominantemente, representada através de curvas sigmóides, designadamente a curva de Gompertz; os resultados previsionais dos modelos, em confrontação com a realidade prática experimentada, têm sido aproximados porém, a função de Patrício Leite: n! = Σnk=0(nk)(-1)k(n+z-k)n também revela que algumas das suas muitas curvas de representação gráfica têm forma sigmóide permitindo, por conseguinte, cálculos previsionais, por modelagem matemática, em algumas situações infecciosas;
na actual pandemia por coronavírus, 2019-nCoV, em rápido crescimento e disseminação mundial acelerada por focos dispersos, a curva de representação gáfica parece assumir uma forma sigmoide diferente, mais em conformidade com o desenvolvimento criativo da função de Patrício Leite: n! = Σnk=0(nk)(-1)k(n+z-k)n ao longo dos últimos 15 meses, cujo trabalho mental tem sido intensíssimo, por vezes mais de 12 horas diárias; os resultados, actualmente com mais de 200 páginas já escritas, ainda não estão concluídos nem publicados; porém, os dados que têm sido revelados pelas fontes oficiais e pelos meios de comunicação social, parecem esboçar, nesta pandemia por coronavírus, 2019-nCoV, a necessidade de uma modelagem matemática previsional compatível com a curva seguinte
obtida pelo trabalho mental dos últimos 15 meses e ainda não publicado mas que já permitiu novas criações a partir da função inicial de Patrício Leite: n! = Σnk=0(nk)(-1)k(n+z-k)n

                                                                                      29 de Janeiro de 2020

Os insectos e a biossegurança

A notícia recente, segundo a qual numa certa zona do mundo, onde se desenrola um conflito bélico, estão a aumentar casos de Leishmaniose, conduz à reflexão do uso dos insectos como arma de guerra e combate. A Leishmaniose é uma doença que cursa com uma ou várias feridas cutâneas e persistentes podendo evoluir para o envolvimento de órgãos viscerais como o baço, fígado etc. É talvez a segunda causa de morte, no mundo, por parasitas. Afecta os seres humanos, sobretudo as crianças, em regiões pobres e com baixo nível sanitário; em países com algum nível de desenvolvimento, como Portugal e outros da bacia do Mediterrâneo, afecta sobretudo os cães. Esta doença, é transmitida por um mosquito vector; um flebótomo que gosta de picar após o anoitecer. Os insectos podem ser vectores ou agentes de doença. Muitos insectos, como no caso do flebótomo da Leishmaniose, apenas as fêmeas transmitem a doença e não se deslocam mais de 250 metros, outros fazem-no para longas distâncias. No futuro, a criação e cultura organizada de insectos poderão constituir uma arma biológica fabricada por grupos de terroristas que não respeitem as leis internacionais. Nessa situação, os vectores poderiam ser criados e disseminados num ambiente natural propício ao seu desenvolvimento com transmissão de novas doenças para os seres humanos, animais e plantas; os outros insectos, agentes de doença, poderiam ser criados com a finalidade de os disseminar ou então extrair as suas toxinas perigosas para o ser humano. As autoridades internacionais responsáveis pela manutenção da segurança do mundo têm dado especial atenção aos aspectos nucleares, biológicos, químicos e radiológicos mas, no campo da segurança biológica, têm descuidado o uso dos insectos como bioterrorismo. Cumpre pois, às autoridades nacionais e internacionais, a tarefa de legislar, proibir, controlar e vigiar a produção de certos insectos que, se disseminados, constituiriam um grave risco para a saúde pública e sobrevivência das populações.

Biossegurança Ameaçada

O ser humano, desde sempre, compreendeu que poderia usar outros seres vivos como armas de ataque e defesa

O ser humano, desde sempre, compreendeu que poderia usar outros seres vivos como armas de ataque e defesa. Por exemplo, o cão ainda hoje é usado, pela polícia, para dispersar multidões. No entanto, o conceito de biossegurança é muito recente e aplicado a parasitas tipo nemátodos, tremátodos etc. mas sobretudo a microorganismos como fungos, protozoários, bactérias, vírus e mais recentemente priões e outros ainda não classificados. O nível de biossegurança atribuído a um microorganismo é graduado de acordo com o perigo crescente que ele pode causar a uma população; nos países desenvolvidos é graduado até ao quarto nível; neste são incluídos os agentes biológicos, provenientes da natureza, que causam doença humana grave e mortal, além disso têm um risco elevado de propagação para a comunidade e não há profilaxia nem tratamento eficazes. Para trabalhar com agentes biológicos de nível 4 são necessários laboratórios altamente equipados, ou seja, com segurança de nível 4.

Agentes biológicos com nível de risco 4

Arenaviridae

virus Lassa

virus Guanarito

virus Junín

virus Machupo

virus Sabiá

Febre hemorrágica

Bunyaviridae

vírus febre hemorrágica Crimeia-Congo

Febre hemorrágica

Filoviridae

Generos de virus Ébola

   - vírus Ebola Costa do Marfim

   - virus Ebola Reston

   - virus Ebola Sudan

   - virus Ebola Zaire

Virus Ébola não classificados

   - virus Ebola Bundibugyo

Genero de virus Marburg

 - Vírus Marburg Lago Victoria

Febre hemorrágica

Paramyxoviridae

virus Hendra (morbillivirus Equino) virus Nipah

doença respiratória e neurológica / encefalite

Poxviridae

virus Variola (major e minor)

virus da Variola

Variola – doença mortal com pústulas típicas.

No mundo existem escassas dezenas destes laboratórios, no entanto, têm proliferado nos últimos anos. Pensa-se que, no mundo, poderá existir um ou dois laboratórios com nível de biossegurança superior a 4 e nestes seriam realizadas experiências com microorganismos de nível quatro que foram geneticamente modificados e se tornaram mais agressivos e perigosos para a humanidade ou então agentes biológicos que foram levados para laboratórios espaciais onde foram alterados assim como eventual material biológico que possa ter vindo do espaço (astrobiologia). Apesar de toda a segurança nos laboratórios de nível 4, sabe-se que ultimamente desapareceram vários destes agentes perigosos e também têm aumentado os surtos epidémicos com estes microorganismos, sobretudo em África. Além da actual pandemia de Ébola com início na Guiné em Dezembro 2013 também se iniciou em 6 de Outubro 2014, no Uganda, um surto de Febre Hemorrágica pelo vírus Marburg e neste mesmo país, assim como na República Democrática do Congo, Zâmbia, Angola, Sudão, Gabão entre outros, têm surgido vários surtos a vírus Ébola, Marburg e Lassa nos últimos 10 anos. Em Agosto de 2013 surgiu, no Uganda, Febre Hemorrágica da Criméia-Congo. Na Malásia, Singapura e parte equatorial da Austrália têm surgido surtos por Paramyxoviridae (Hendra e Nipah). Os Filovírus (Ébola e Marburg) assim como os Paramixovírus (Hendra e Nipah) pertencem à mesma ordem Mononegavírus e o seu reservatório natural parecem ser os mesmos morcegos frugívoros. Na região equatorial da América Latina têm sido encontrados Arenavírus como Guanarito, Junín, Machupo e Sabiá. A região périequatorial terrestre tem constituído o habitat natural dos mais perigosos microorganismos para o ser humano. As mudanças climáticas, com o aquecimento global, podem alterar o habitat natural destes agentes patogénicos aproximando-os das regiões desenvolvidas ocidentais; isto seria um problema mas, o maior perigo é a constante investigação científica e militar que se faz, com estes microorganismos, nos laboratórios de nível 4, pois aí, podem surgir organismos geneticamente modificados, cuja perigosidade se torne impossível de controlar pelo ser humano.

Tecnologia do Cloro e Quimiohacking

Esta reflexão surge a propósito das recentes notícias sobre o gás cloro usado na Síria em Abril/Maio de 2014, já que a química dos compostos de cloro, como arma de guerra, mantém um desenvolvimento tecnológico acrescido desde o século XIX. De facto, o cloro (Cl2) começou a ser extraido industrialmente, do cloreto de sódio (NaCl), abundante na água do mar, por três diferentes processos electróliticos, desde os inícios do século XIX e logo na primeira guerra mundial e depois na segunda, foi abundantemente utilizado como arma de guerra, pela sua eficácia em matar pessoas. Desde a sua descoberta, a tecnologia dos compostos de cloro tem evoluido continuamente e novas armas, cada vez mais letais, mais mortais; continuaram a ser criadas. O gás de mostarda, quimicamente o sulfureto de bis-2-cloroetilo com fórmula (Cl - CH2 - CH2 - S - CH2 - CH2 - Cl) e outros compostos como sulfureto de dietilo ou o sulfureto de dimetilo podem ser obtidos a partir de uma sequência de reacções químicas que envolvem reagentes como bissulfureto de cloro, cloreto de enxofre, etileno, sulfureto e bissulfureto de metilo e etilo entre outros. Os processos químicos são diferentes mas todos conduzem à obtenção do temível gás de mostarda e seus semelhantes mortais. O gás de mostarda também foi usado nas guerras mundiais e além dos seus efeitos tóxicos agudos também se acrescenta o potencial mutagénico e carcinogénico. Pela contaminação ambiental e alimentar foram muito faladas, na comunicação social de finais do século XX as dioxinas; também estas resultam da indústria química do cloro sobre compostos orgânicos e aromáticos. Das muitas dezenas de dioxinas, a mais perigosa é a 2,3,7,8-tetraclorobenzo-p-dioxina; este organoclorado que apenas se sintetiza para efeitos de investigação é também conhecido como TCDD. Processos químicos como estes exigem alguma sofisticação de pesquisa e uma indústria ou laboratórios mais ou menos adaptados, no entanto, qualquer quimiohacker com curiosidade mórbida, poderá colocar-se a si próprio, em perigo, se tentar sintetizar compostos de cloro com maior ou menor tóxicidade. Na realidade todas as pessoas têm produtos de limpeza como lexívias contendo hipoclorito de sódio (NaClO) e outros contendo amoníaco ou amónia (NH3 < = >NH4+); a amónia também se pode encontrar na úrina e estes produtos quando misturados produzem cloraminas de fórmula geral R2NCl ou eventualmente tricloreto de nitrógeneo também designado tricloramina. As cloraminas são tóxicas e perigosas inclusivamente para quem as produz. O hipoclorito de sódio é formado a partir do hidróxido de sódio(NaOH) vulgarmente designado sóda cáustica, encontrado em produtos para desentupir canos; de acordo com o seguinte equilíbrio químico: 2NaOH + Cl2 < = > NaCl + NaClO + H2O resulta que se uma solução de hipoclorito de sódio for acidentalmente acidificada com ácido cloridrico(HCl), vulgarmente vendido nas casas de produtos de limpeza com a designação de ácido muriático, o equilibrio vai-se deslocar para a esquerda no sentido de produzir mais cloro, com risco acrescido de intoxicação pelo tal gás usado nas guerras mundiais.


Os compostos de cloro são das princiapis causas de intóxicações mortais, inclusivamente para quem os manuseia, pelo que a sua utilização com fins experimentais é totalmente proibida e o uso doméstico para limpeza deve seguir as regras de segurança apropriadas com informação adequada, leitura dos rótulos das embalagens e guardar longe do alcance das crianças.

Quimioterrorismo do século XXI

A tecnologia química está cada vez mais fácil de adquirir e dominar por qualquer pessoa. Na última semana de Maio 2014, foi relatado num jornal norte americano, o caso de um homem de Nova York, com conhecimentos em ciências farmacêuticas, que estava a tentar fazer ricina como uma arma química. Na realidade pensa-se que a ricina poderá ser a arma química por excelência para o bioterrorismo do século XXI. A ricina extrai-se a partir das sementes de uma planta Ricinus communis L também chamada mamona ou mamoneira. Primeiro usam-se solventes orgânicos como o tetracloreto de carbono e hexanos para extrair o óleo de rícinio que pode ser usado como um medicamento tipo laxante de contacto; no entanto fica um residuo, a ricina, que pode ser extraido por um processo designado salting-out em que se usam concentrações salinas para precipitar proteinas. A ricina é uma proteina considerada a mais potente tóxina de origem vegetal; de tal ordem que a quantidade extraida de uma só semente de mamona, já pode matar uma criança.

Ameaça a bioquimiosegurança da Europa

As mudanças climáticas estão a alterar o ambiente assim como os respectivos perigos e doenças. Há uma clara invasão dos países do sul da Europa por agentes mortais e debilitantes que, partindo de África, estão acelaradamente a destruir esta região europeia. Primeiro chegam os vectores que se vão instalando e desenvolvendo, depois vêm os agentes patogénicos mortais e debilitantes. É assim que tem ocorrido. Foram os mosquitos do género Aedes: Aedes aegypti e A. albopictus que após se desenvolverem vieram a transmitir o virús Chikungunya em Itália e da Dengue na ilha da Madeira, doenças tropicais estas, que têm ainda grande potencial de alastrar a toda a Europa do sul. Agora após a instalação e desenvolvimento de um molusco de água doce numa ilha francesa, a Córsega, assim como noutras regiões europeias, alastrou à Europa uma nova doença habitualmente tropical ou sub-tropical, a esquistossomíase urogenital causada pelo platelminta Schistossoma haematobium que desde finais de Abril de 2014 foi diagnosticada em várias pessoas que tomaram banhos de água doce nas muitas piscinas naturais das águas límpidas e transparentes do rio Cavu na Córsega.
Na realidade, a par desta contaminação das águas límpidas pelo Schistossoma há uma outra contaminação, a poluição atmosférica que se tem agravado em todo o mundo, causando nuvens de poeira e particulas em suspensão responsáveis por muitas doenças respiratórias, alérgicas e infecções. Só que o consumo descontrolado de antibióticos, tanto ao nível humano como animal, assim como a sua libertação para o ambiente, predominando nas águas dos rios e lagos chineses, tem conduzido a um agravamento da multirresistência bacteriana aos antibióticos; problema este tanto ou mais grave do que o aquecimento global. É neste contexto que surge uma ameaça global à bioquimiosegurança do mundo em geral, e da Europa do sul em particular.